Carl Rogers – ACP.

Olá, terráqueos.   🙂 Hoje eu trouxe uma pequena atividade que eu e minhas colegas fizemos sobre a ACP de Carl Rogers. E elas foram a Diení Ribeiro e a Larissa Vieira que colaboraram e juntas criamos este pequeno texto falando mais sobre a abordagem centrada na pessoa.

Este sou eu – Carl Rogers.

             No capítulo um Carl Rogers descreve um pouco mais sobre a filosofia de profissão, pessoal e sintetiza duas exposições pessoais. Quem é ele? Ele mesmo se denomina como um psicólogo que se interessa durante muitos anos pela psicoterapia. Em seus primeiros anos, foi educado por uma família extremamente unida, de uma atmosfera religiosa e moral que tinha um verdadeiro culto pelo trabalho duro. Era o quarto de seis filhos, tinha doze anos quando seu pai comprou uma fazenda onde foram viver. Tornou-se estudioso de agricultura o que levou a ter uma compreensão da ciência. Na graduação ele começou na universidade de winsconsin estudando agricultura e acabou se transferindo para história logo depois.

            Em uma viagem a china, ele se apaixonou por uma moça que ele já conhecia desde criança. Casou-se após o termino da faculdade e puderam prosseguir em conjunto para a pós graduação. No processo de tornar-se psicólogo, ele procurava um campo para que pudesse estar seguro de que a liberdade de pensamento não sofreria restrições. Seguiu assim, para a pedagogia e decidiu por se tornar psicólogo clínico. Começou a trabalhar com diagnóstico de crianças e tomava suas próprias conclusões. Ouve assim, os três exemplos banais, de desilusão e devido a isso e outros aspectos posteriormente, percebeu que estava se afastando de todo método coercivo ou de pressão nas relações clínicas, porque esses métodos eram apenas superficialmente eficazes.

        Após o incidente de terapia com uma senhora e seu filho, ele percebe posteriormente que o paciente é que sabe daquilo que sofre quais direções tomar, quais experiências foram recalcadas e quais são os problemas cruciais. Começou a compreender que, para fazer algo mais do que demonstrar sua própria clarividência e sabedoria, o melhor era deixar ao cliente a direção do movimento no processo terapêutico. Com passar dos anos, Rogers ficou em duvida se era isso mesmo que seria e com a criação da associação americana para a psicologia, que realmente retoma suas atividades como psicólogo. Em 1940, aceitou um lugar na Universidade Estadual de Ohio. Tendo a certeza de que a única razão de sua admissão foi ter publicado sua obra Clinical Treatment ofthe Problem Child que elaborara a custo durante períodos de férias ou em curtos feriados.

            Aprendeu a viver numa relação terapêutica cada vez mais profunda com um número sempre crescente de clientes. A prática da terapia é algo que exige um desenvolvimento pessoal permanente por parte do terapeuta, o que às vezes é penoso, mesmo se, ao longo prazo provoque uma grande satisfação. No decurso das duas últimas décadas, habituou-se de certa forma a ser atacado, mas as reações às suas idéias continuaram a surpreendê-lo.  Do seu ponto de vista, julgou que sempre propôs suas idéias como hipóteses de trabalho, para serem aceitas ou rejeitadas pelo leitor ou pelo estudioso. A terapia é a experiência em que pôde se entregar subjetivamente.

           Foi talvez em parte devido a essa situação desagradável de ver as pessoas disputarem por sua causa que passou a apreciar o extraordinário privilégio de desaparecer e poder estar só para produzir.

             E a partir de tudo o que ele viveu, vai nos mostrar um pouco do que aprendeu a partir de suas experiências, listada abaixo:

  • Ensinamentos significativos de um item negativo. Nas minhas relações com as pessoas descobri que não ajuda, a longo prazo, agir como se eu fosse alguma coisa que não sou. Essa atitude não serve de nada nos meus esforços para estabelecer relações construtivas com as outras pessoas.
  • Descobri que sou mais eficaz quando posso ouvir a mim mesmo aceitando-me, e posso ser eu mesmo: diferentes atitudes são sentimentos que julgo poder ouvir em mim mesmo.
  • Quando me aceito como sou, estou me modificando.
  • Atribuo um enorme valor ao fato de poder me permitir compreender uma outra pessoa.
  • Verifiquei ser enriquecedor abrir canais através dos quais os outros possam me comunicar os seus sentimentos, seus mundos perceptivos particulares. Consciente de que a compreensão compensa, procuro reduzir as barreiras entre os outros e mim, para que eles possam, se assim o desejarem, revelar-se mais profundamente.
  • É sempre altamente enriquecedor poder aceitar outra pessoa.
  • Quanto mais aberto estou às realidades em mim e nos outros, menos me vejo procurando, a todo custo, remediar as coisas.
  • E pontos referentes a suas ações e seus valores
  • Posso confiar na minha experiência.
  • A avaliação dos outros não me serve de guia.
  • A experiência é, para mim, a suprema autoridade.
  • A experiência é, para mim, a suprema autoridade. A investigação é o esforço persistente e disciplinado para entender e ordenar os fenômenos da experiência subjetiva. Sua justificativa encontra-se no fato de ser satisfatório percebermos o mundo como algo ordenado e por que a compreensão das relações ordenadas que se manifeste na natureza conduz a resultados enriquecedores.
  • Os fatos são amigos. Aquilo que é mais pessoal é o que há de mais geral.
  • A experiência mostrou-me que as pessoas têm fundamentalmente uma orientação positiva.
  • A vida, no que tem de melhor é um processo que flui, que se altera e onde nada está fixo.

Fases da ACP:

 

FASE NÃO-DIRETIVA

A primeira fase refere-se a não Diretiva, parte do conceito que têm como base o impulso para o crescimento e para a saúde. Dá maior ênfase aos sentimentos do que aos intelectuais, o presente do indivíduo em vez do passado, foco no de interesse o indivíduo e não no problema, e torna a relação terapêutica com uma experiência de crescimento. Nessa técnica, o terapeuta privilegia a técnica da permissividade, através de uma postura de neutralidade, onde deve intervir o mínimo possível, renunciando o papel de especialista, tornando mais pessoais as relações com o cliente, sendo que o cliente que conduz o processo e não o terapeuta.

FASE REFLEXIVA

            Nesta fase, o reflexo de sentimento é muito utilizado, daí sua denominação. É a fase centrada no cliente, sendo função o terapeuta promover o desenvolvimento do cliente em uma atmosfera desprovida de ameaça, sendo que uma noção de não-direção e substituída pela centrada no cliente, sugerindo um papel mais ativo por parte do terapeuta e transformando o cliente no foco maior de sua atenção. É desenvolvida a teoria das atitudes facilitadora, segundo a qual o psicoterapeuta deve apresentar três condições para que ocorra o crescimento do cliente; empatia, a aceitação positiva incondicional e congruência.

FASE EXPERIENCIAL

               Nessa fase, o objetivo da psicoterapia é ajudar o cliente a usar plenamente sua experiencia no sentido de promover uma maior congruência do self e do desenvolvimento relacional. Ou seja, a ênfase recai sobre a vida inter e intrapessoal, e a relação terapêutica passa a adquirir significado enquanto encontro existencial. Aqui é enfatizada a autenticidade do terapeuta enquanto atitude facilitadora. A sua experiência passa a ser entendida como parte da relação terapeuta-cliente. Neste sentido deixa de ser entendida como centrada no cliente, para ser compreendida como bicentrada. Essa e a fase em que prática clínica rogeriana mais se aproxima das abordagens de tradição fenomenológica, com a passagem da focalização na pessoa do cliente para a focalização na experiência intersubjetiva.

FASE COLETIVA OU INTER-HUMANA

            Inter-humana, argumentando que esta é uma fase transcendência de valores e de ideais, em que Rogers trabalha com conceito que coexistem em outra área da ciência, tais como a física, a química ou a biologia, expressando sua preocupação com o futuro do homem e do mundo. Seria uma fase mais mística, holística em seu sentido amplo, em que Rogers se voltaria para a consideração de uma relação mais transcendental, ou para a transcendência da existência humana.

QUINTA FASE PÓS-ROGERIANA OU NEORROGERIANA

            Parte da fase experiencial da psicoterapia de Cal Rogers, acentuando seu caráter fenomenológico através de contribuições da tradição da psicopatologia fenomenológica e da analise existencial. Utiliza-se do potencial eminentemente compreensivo dessa abordagem para o desenvolvimento teórico e metodológico de uma clínica ampliada crítica, ou mundana, que tem como fundamento as filosofias existências de autores como Heidegger, Merleau-Ponty e Buber, entre outros. Terá como base a ideia de homem mundano e do trabalho clínico voltado para a compreensão do Lebenswelt (mundo vivido), enquanto a linha transcendental terá uma fundamentação espiritual, como trabalho clínico norteado por valores religiosos ligados aos aspectos transpessoais do ser humano.

É isso, espero que tenham gostado e até o próximo post.  🙂   ❤