Psicologia Hospitalar. 🏥

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Olá terráqueos, hoje eu vim falar com vocês um pouquinho da trajetória da psicologia hospitalar e um pouco dos seus aspectos de gestão e práticos. Espero que gostem e vamos lá…  ❤ ❤

· A psicologia no hospital geral: Aspectos históricos, conceituais e práticos.

A psicologia hospitalar ocorre nos EUA depois do término da segunda guerra, com pacientes que apresentavam sintomas e reações psíquicas durante a hospitalização.  Em 1978 que fora oficializada a área de uma psicologia da saúde. De acordo com Belar (1997), a psicologia hospitalar investiga as manifestações físicas, psicológicas vivenciadas pelos indivíduos em uma situação de doença.

No Brasil, a psicologia da saúde está fundamentada no princípio da integralidade, uma concepção que enfatiza a inter-relação de aspectos envolvidos no processo saúde e doença e na interdisciplinaridade.  A psicologia hospitalar seria assim, uma área de atuação dentro da psicologia da saúde e se inicia em 1950 com poucos profissionais com formação nas áreas das ciências humanas os quais eram responsáveis pela assistência psicológica aos pacientes hospitalizados.

A partir de 1955, Aydil Pérez-Ramos foi a primeira psicóloga a ser responsável pela assistência às crianças hospitalizadas, que apresentavam diferentes patologias e assim, ela desenvolveu técnicas para área hospitalar infantil.  A psicologia hospitalar foi reconhecida pelo conselho federal em 2000, com a resolução n· 014/2000, onde tem as instruções para que o psicólogo consiga o registro.  Pelo conselho, o psicólogo que atue nesta área deve trabalhar em ambientes distintos como: Ambulatório, unidade de terapia intensiva, enfermarias etc. E sempre deve priorizar a relação paciente e equipe por contato interdisciplinar.

A primeira pesquisa em psicologia hospitalar se deu pela Célia Zannon no HC de SP. E em 1977, o primeiro curso de psicologia hospitalar realizado no país, na pontifícia católica de São Paulo.  As primeiras atividades empregadas no país se deram por meio de bases na clínica tradicional, onde tiveram um embasamento teórico nas mesmas.  No contato com o paciente, o psicólogo constrói um vínculo terapêutico, mostra-se disponível para a escuta das queixas e demandas, identificando assim, de forma colaborativa as situações que provocam sofrimento, visando reorganizar a tensão emocional.

Busca-se promover conversações entre os acompanhantes, demais familiares e equipe de saúde com o objetivo de mediar o relacionamento e a comunicação destes com o paciente e, por lado, atender às demandas emocionais da família. O processo de avaliação é por meio do diálogo entre o paciente e o psicólogo. A multiplicidade as teorias acabou por proporcionar modelos diferenciados de atuação profissional, e a intervenção segue de acordo com a teoria utilizada.

· Formas de atuação, organização e gestão de serviços de psicologia.

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                Serviço é qualquer atividade realizada por pessoas que tem como proposta atender a necessidades que podem ser entendidas de várias maneiras, todas de forma não material (HOFFMAN; BATESON, 2003).  Serviços são heterogêneos, inestocáveis, intangíveis e inseparáveis.  Quando se trabalha em uma determinada instituição, temos que guardar determinada semelhança, estabelecendo padrões para que os clientes possam perceber a qualidade do que é oferecido, independente de qual profissional esteja executando a tarefa.

A primeira tarefa é definir a forma de atuação, ou seja, de competência de serviço.  Nisto, deve-se identificar as áreas em que há maior demanda aqui e qual o tipo, qual a área de atendimento mais eficaz, quantos leitos de internação e quantas horas de assistência os profissionais necessitam.  Fazendo assim, necessário se conhecer o hospital, os recursos humanos e materiais disponíveis.  Os principais modelos de atuação do psicólogo hospitalar são: De rotina, onde o psicólogo compõe a equipe de sáude e avalia todos os pacientes em serviço. E o de interconsulta, onde o psicólogo é chamado para avaliar a demanda de um caso por solicitação de um membro da equipe interdisciplinar. E de consultoria de ligação, onde o mesmo faz parte da equipe e mantém a relação cooperativa contínua com os outros membros da equipe.  Sua atuação visa os processos físicos, sociológicos e biológicos do adoecer.

Todos estes modelos de atuação sofrem vantagens e desvantagens, um mesmo serviço pode se utilizar modelos diferentes em áreas distintas. Por exemplo: Clínica médico-cirúrgica, pronto atendimento e ambulatórios.  O tipo de demanda referida pela equipe multiprofissional, também trás caminhos para que o psicólogo tenha um tipo de trabalho mais apropriado.  A avaliação é um procedimento, nisto significa a maneira utilizada. Para normatizar e documentar deve-se descrever todos os aspectos relevantes como qual o objetivo, o local, o material, as orientações, o público e o destino. Além, é claro de considerar os aspectos disponíveis para a realização, o modo de enfrentamento do paciente, o quadro da doença, a vida de vida que levem a uma priorização de atendimento.

Diante dos chamados, tem-se que priorizar e diferenciar os casos de urgência se é do profissional, paciente ou familiar.  O registro de dados é extremamente importante, de responsabilidade de cada profissional podendo assim, dar a possibilidade de perceber se este serviço agrega ou não valor.

· Atendimento Ambulatorial e Inter consultas no contexto Hospitalar.

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                Uma das técnicas que a psicologia conta, é as técnicas da análise do comportamento como: Modelagem, role playing, extinção, reforço, generalização etc. E uma das técnicas utilizadas também da parte cognitiva como: A identificação de crenças ou pensamentos disfuncionais, teste da realidade, reatribuição, descatrofização, resolução de problemas etc.  A atuação do psicólogo pode ser em três níveis: Psicopedagógico, psicoprofilático e psicoterapêutico.

                No ambulatório os pacientes chegam, com a demanda de atendimento por meios de encaminhamento médico ou por meio de inter consulta. E também se realiza programas de atendimento por meio de psicólogos residentes, que são monitorados por psicólogos da instituição. As queixas mais presentes e frequentes no ambulatório são de transtornos do humor, ansiedade, estresse, ajustamento, alimentares e de personalidade.  Inicialmente, em todos os ambulatórios é feito a triagem, uma avaliação do estado do paciente com relação ao seu nível de gravidade da demanda se ela entra ou não em um aspecto que necessite mesmo de um atendimento.  Os atendimentos são individuais, realizados por dois psicólogos ou residentes contratados durando em torno de 50 minutos. Sendo a escolha o tipo de intervenção, que geralmente é mais voltada para o tipo de demanda e objetivo terapêutico.

                Geralmente, usamos os inventários de BECK: IHS, ISSL, BAI, BDI, WHOQOL-bref etc. Os atendimentos têm como objetivo, auxiliar o momento em que o mesmo está passando na etapa da vida e com a doença.  A inter consulta, tem como base o modelo psiquiátrico utilizado como um modelo para compreender e aprimorar a assistência ao paciente no hospital geral.

             As informações a serem coletadas na inter consulta: Sobre a demanda, o motivo do pedido, as expectativas da equipe em relação ao psicólogo, compreensão geral dos aspectos clínicos, possíveis prognósticos, medidas de proteção e da segurança, relacionamento com a equipe, apoio/suporte, histórico de tratamento, expectativas sobre o tratamento e de vida, adaptação ao ambiente hospitalar, estratégias de enfrentamento emocional, repertório comportamental entre outros.

             De modo resumido, estes são alguns aspectos que permeiam a psicologia hospitalar que se insere na psicologia da saúde. Espero que tenham gostado e até o próximo post!   😉  ❤

“Há mais na superfície do que nosso olhar alcança”. (Aaron Beck)